quinta-feira, 8 de novembro de 2012

INÍCIO


No dia 6 de abril de 1917, por ocasião da sua entrada na Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos possuíam 109 aeroplanos, 1 dirigível, 83 pilotos em serviço e nenhuma indústria aeronáutica (64 aeroplanos produzidos em 1916). Balanço bastante modesto para o país que havia inventado o aeroplano... . O que acontecera nas frentes europeias de combate não havia ensinado nada aos militares responsáveis, que se deixaram surpreender despreparados. Assim, a American Expeditionary Force, às ordens do Cel. William Mitchell, começou a operar na Europa em 1918, utilizando exclusivamente aeroplanos franceses. As indústrias norte-americanas, que prontamente se desenvolveram, produziram poucos aeroplanos de desenho original e muitos sob licença, mas muito tarde para a sua utilização na Europa. Um numeroso grupo de pilotos norte-americanos, todavia, já se batia contra os alemães desde 1916, quando se constituiu, com os Nieuport, a Escadrille de Chasse 124, batizada com o nome de La Fayette, composta exclusivamente de voluntários de além-mar. Essa esquadrilha estava destinada a transformar-se em fevereiro da A.E.F. Os rapazes da A.E.F. abateram 781 aeroplanos.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 1

CURTISS JN-3 JERRY (1915)

Constituído em série de mais de 6.500 exemplares e universalmente utilizado pelas escolas de pilotagem aérea, também na Europa. Este avião foi usado em ações de guera, para fins de reconhecimento, pelo Gen. Pershing, na expedição punitiva contra Pancho Villa, na fronteira dos Estados Unidos com o México, em 1916.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 2

STANDARD E-1 (1917)

Recusado como caça por sua pouca velocidade. Somente 168 E-1 todavia produzidos antes do armistíco. A Standard Aircraft Co. de Elizabeth, New Jersey, produzia aviões europeus sob licença e,em 1918, era, em ordem de importância, a segunda indústria aeronáutica dos Estados Unidos. 
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 3

THOMAS-MORSE S-4 (1917)


Desenhado pelo próprio B. D. Thomas, pai do popular Jenny, resultou, também ele, inadequado como caça. Dele foram produzidos 597 exemplares para treinamento avançado, nas versões S-4B  e S-4C. Ao terminar o conflito, foi vendido a pessoas privadas como sobra de guerra, e conheceu brilhantes dias de glória.
 
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.


IMAGEM 4

CURTISS H-12 (1917)

Antes da eclosão das hostilidades na Europa, Glenn Curtiss, com a colaboração do piloto da Marinha Inglesa John C. Porte, estava construindo um grande hidroavião, batizado com o nome de América; com ele, o piloto Rodman Wanamaker esperava efetuar a travessia o Atlântico. Quando a Inglaterra entrou na guerra o avião foi cedido à Marinha Inglesa, a qual, depois de o ter experimentado, encomendou outros 64 exemplares com a sigla H-4 em meados de 1915. O H-12 era uma versão ulteriormente melhorada, encomendada pela U.S Navy, que enviou 50 deles à Europa, e pelo Almirantado inglês que recebeu 71 exemplares, utilizando-os com sucesso contra os Zeppelin e os submarinos alemães no Mar do Norte e no Canal da Mancha. O H-12 foi o primeiro avião de construão norte-americana a abater um aparelho adversário.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 5

CURTISS N-9 (1917)

 
Foi o hidroavião estândar de treinamento da Marinha Norte-americana desde os começos de 1917, antes que os Estados Unidos entrassem em guerra e, depois, até ao ano de 1926. Era, substancialmente, uma transformação hidro do JN-48, mais conhecido pela denominação de Jenny, também produzido pela Curtiss. Durante a Primeira Guerra Mundial construiram-se, deste aparelho, 560 exemplares, alguns dos quais foram cedidos ao Royal Naval Air Service inglês.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 6

PACKARD-LE PERE LUSAC-11

 
O primeiro avião de caça de escolta, de desenho projetado os estados Unidos, foi projetado todavia pelo Cap. G. Le Père, da Missão da Aviação Francesa nos Estados Unidos. LUSAC é a sigla de Le Père U.S Army Combat (Caça Le Père do Exercito Norte-anericano). Robusto, manobrável, bem armado, deveria ter sido construído en larga escala (porquanto foram encomendados 4.49 exemplares); sobreveio, porém, o armístico. A produção limitou-se, por isto, a 27 aviões, dos quais apenas 2 chegaram à área de operações, na França.
De cima para baixo, os emblemas: do 11º Esquadrão de Bombardeio; do 27º Esquadrão; do 213º Esquadrão (duas versões); do 25º Esquadrão.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.